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domingo, 15 de maio de 2011

O que acontece quando você compra produtos orgânicos!

1)Sua comida é mais gostosa 
Esta é a simples razão pela qual muitos dos famosos chefs  procuram produtos orgânicos.

2) As substâncias químicas ficam fora de seu prato
 
"Produzido organicamente" significa produzido sem pesticidas, herbicidas ou fungicidas tóxicos ou fertilizantes artificiais que danificam o solo. Um relatório da Academia Americana de Ciências, de 1987, calculou em 1 milhão e 400 mil os novos casos de câncer provocados por pesticidas.


3)Você protege as futuras gerações
 
Um relatório recente do Environmental Group (Grupo de Trabalho Ambiental) diz: " Quando uma criança completa um ano de idade, já recebeu a dose máxima aceitável para uma vida inteira de oito pesticidas que provocam câncer". As crianças são as mais vulneráveis.


4)Você protege a qualidade da água 
Somos compostos por 2/3 de água.Pesticidas infiltram nos lençóis freáticos e córregos de água. A Agência de ProteçãoAmbinetal Americana calcula que os pesticidas, alguns deles causadores de câncer, já poluem metade da água potável dos EUA.


5)Você refaz bons solos 
Revertemos a perda anual de bilhões de toneladas de terra boa. Na América do Norte, agricultores orgânicos usam compostos e cobertura verde para tornar o solo vivo e saudável novamente. Isso traz de volta o sabor do alimento.


6) Você gasta menos, com melhor nutrição
 
Um estudo preliminar dos " Doctor's Data" (Dados Médicos) de Chicago indica que frutas e hortaliças orgânicas contém 2,5 vezes mais minerais que o alimento produzido artificialmente.


7)Você paga o verdadeiro custo da comida
 
O alimento orgânico é, na realidade, a forma mais barata de comida. Um alface convencional parece custar 50 centavos, mas não se esqueça os custos ambientais e médicos. O escritor Gary Null diz: " Se você somar o real custo ambiental e social de um pé de alface, ele pode vir a custar de 2 a 3 dólares."


8) Você ajuda o pequeno agricultor
 
O trabalhador rural precisa ser preservado, não o alimento. Comprar o produto orgânico ajuda a acabar com o envenenamento por pesticidas de cercade um milhão de agricultores por ano, no mundo inteiro, e ajuda a manter as perquenas propriedades.


9) Você ajuda a restaurar a biodiversidade
 
Fazendas orgânicas criam ecossistemas fortes equilibrados e culturas mistas, em vez de monoculturas, que são mais sensíveis a pragas. Apesar do uso de pesticidas ter aumentado, as perdas por causa de insetos estão cada vez maiores.


10) Você reduz o aquecimento global e economiza energia 
O solo tratado com substâncias químicas libera uma quantidade enorme de gás carbônico, gás metano e óxido nitroso, segundo Lovins, do Instituto das Montanhas Rochosas. A agricultura e administração florestal sustentáveis podem eliminar 25% do aquecimento global. Atualmente, mais energia é consumida para produzir fertilizantes artificiais do que para plantar e colher todas as safras.


fonte: planetaorganico

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Mudanças no Código Florestal.

As mudanças do código florestal brasileiro propostas pelo deputado Aldo Rebelo finalmente receberam as contribuições da ciência. A discussão já se prolonga há nove meses desde que as mudanças foram aprovadas em comissão especial da câmara dos deputados. Desde então diversos setores da sociedade se manifestaram contra e à favor das mudanças, mas apenas recentemente essa discussão obteve respaldo científico. Segundo o relatório publicado pela Academia Brasileira de Ciência (ABC) e pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) é possível expandir a produção agropecuária no Brasil desmatando mais de 103 milhões de hectares sem violar o código atual. Revela também que é possível produzir muito mais utilizando a mesma área que é utilizada hoje pela agropecuária, reduzindo as áreas de pastagem que ocupam quase 20% do território nacional (e chegam ás vezes a concentrar meia cabeça de gado por hectare) e investindo em tecnologia do campo.
Por tecnologia do campo, eu prefiro entender que os ambientalistas estejam se referindo ao desenvolvimento agroecológico, que retira do campo o uso dos malfadados agrotóxicos.
Outra mudança que foi muito criticada pelos cientístas foi a não obrigatoriedade de cumprimento do código florestal em propriedades com menos de 4 módulos rurais. Aparentemente bem intencionada, já que visa apoiar o desenvolvimento do pequeno produtor que se encontra na ilegalidade, esta mudança causaria prejuízos imensos ao meio ambiente, aumentando a poluição e a degradação de encostas e leito de rios em povoamentos rurais. Aumentaria assim o risco de novas catástrofes por enchentes e desabamentos, pondo vidas humanas em perigo.
Seria melhor que, ao invés de criar mudanças ao código florestal, os deputados e senadores estivessem se preocupando com a fiscalização e o cumprimento deste, que nos serve bem. Reduzir esses 61 milhões de hectares de áreas degradadas e esses 83 milhões de hectares de áreas de preservação ocupadas irregularmente, criando condições saudáveis para a vida em todos os habitats. Fiscalizando com mais firmeza, cobrando uma multa que seja maior do que o lucro retirado por esses proprietários infratores. Porque assim, acreditariamos na seriedade deste governo e na sua responsabilidade com as metas de redução nas emissões de carbono até 2020.
É certo que mudanças muitas vezes serão necessárias. Mas a possibilidade do manejo agroecológico em áreas de Preservação Permanente, que é concedida no atual código florestal, já possibilita a produção de pequenos, médios e grandes produtores em áreas de encostas e leitos de rio, sem que o ecossistema seja afetado com isso.
O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), disse que será no começo de maio a votação do projeto de lei que modifica a legislação ambiental. A data prevista é 3 e 4 de maio. Agora, o tema precisa passar pelo plenário da Casa para depois ir para o Senado.


Clique aqui para ler as considerações da  ABC e SBPC:


FONTES:

domingo, 10 de abril de 2011

Produtos Ecológicos

Reconhecendo a importância de fortalecer o pequeno produtor orgânico e agroecológico, dando-lhes a possibilidade de expandir seu mercado e a venda de sua produção, que surgiu a idéia do site Gaia, Produtos Ecológicos. Criar essa ponte entre o pequeno produtor rural e o morador da cidade que anseia por alimentos livres de agrotóxicos e não-transgênicos é um dos objetivos dessa equipe. Fazer dessa ponte um elo de força e sustentação de uma idéia alternativa de produção e consumo de alimentos. Reinventar a lógica da cadeia alimentar do mercado brasileiro, buscando dinâmicas econômicamente viáveis, socialmente justas e ecológicamente sustentáveis.

Conheça nossas cestas e listas de produtos!!
Acesse: gaiaprodutosecologicos


quinta-feira, 3 de março de 2011

Produtos da Roça

No início do ano de 2010, eu e minha família decidimos abandonar o Rio de Janeiro, cidade onde nascemos e crescemos, para ir morar no distrito de Aldeia Velha, comunidade rural no interior do estado. 
Nosso objetivo ao deixar a cidade era resgatar, na comunhão com a natureza, o espírito dos povos da terra.
Deixando para trás a civilização e o caos, abandonando as mazelas da hiper-concentração urbana, como a poluição e a violência. Buscávamos no campo um lugar simples, com gente humilde, onde pudéssemos criar nossos filhos com liberdade, regados pela abundância e pela beleza de um verdadeiro paraíso ecológico.
E para cá viemos. E aqui fizemos morada. E tratamos de procurar então, um meio de levar a vida. Uma ocupação que gerasse sustento a nossa família, que já aguardava a chegada de um novo ser.

E assim mergulhamos na problemática sobrevivência da população rural.
De imediato, muitas questões se apresentaram. A concentração e especulação econômica da terra, o modelo de pastagem e a moderna agricultura industrial que prevalecem no campo.
A força do camponês, ainda que desgastada, repousa na sua simplicidade. E nela abastecemos nossa coragem de seguir em frente. Não desistimos do nosso plano de nos tornarmos pequenos produtores rurais, apesar das dificuldades.

Quase todo morador da roça, tem no seu quintal o plantio de algum alimento ou a criação de algum animal. Na roça, todos são produtores. Todos são artesãos da natureza.
Aqui, em pequenos lotes no vilarejo, ou em sítios um pouco maiores e mais afastados, produz-se muito em muito pouco espaço. Tão pouco espaço, que chega a espantar que tão pouca terra possa produzir tanto.
Em meu quintal, num espaço de aproximados 40ms quadrados, é possível produzir legumes suficientes para serem consumidos durante 3 meses por uma família composta por 4 pessoas. Fazendo alguns cálculos, perceberemos que serão necessários não mais do que 1000ms quadrados para que minha família possa ser auto-suficiente, produzindo desde seus próprios legumes e verduras até os animais de sua criação que servirão a vossa mesa.
Com uma boa rede de trocas entre produtores, pode-se ter de tudo sem nem mesmo conhecer que cor tem o dinheiro.


Essas qualidades fazem do fortalecimento da Agricultura Familiar um caminho seguro para a transição agroecológica de nossa sociedade. Quando toda a população contida e amontoada nas grandes cidades espalhar-se pelo chão, dividindo em partes iguais os grandes latifúndios com suas monoculturas e pastagens. Quando assentados no chão, todos os seres urbanos se tornarem produtores, artesãos da terra... estaremos, enfim, livres das desgraças da aglomeração humana. Estaremos aptos a recomeçar uma vida mais saudável e real. Em contato pleno com a nossa verdadeira natureza interior.

Apoiar a Agricultura Familiar é uma forma de caminharmos nessa transição agroecológica. Incentivar a produção orgânica e a expansão das técnicas de bioconstrução e permacultura serão cruciais nesse processo.
O fortalecimento de familias tradicionais de agricultores é importante para a produção de alimentos saudáveis que cheguem às nossas mesas deixando florestas em pé.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Uma crônica tragédia anunciada!

As recentes catástrofes naturais que estão acontecendo no mundo estão deixando milhões de pessoas atônitas frente ao poder de transformação que tem a natureza.

Em particular, a tragédia que atingiu a região Serrana do Rio de Janeiro, deixou cerca de mil mortos e um cenário catastrófico que abalou muita gente.
Esse momento de tristeza e sofrimento deixa em todos nós uma sensação de fraqueza e impotência. O rastro de destruição impressiona nos levando a pensar que nada podemos fazer para frear a natureza em seu processo de auto-regulação.
É possível que tenhamos levado o planeta Terra a um ponto intermitente aonde não poderemos mais conter às transformações climáticas que se apresentam. No entanto, é preciso tirar desses acontecimentos algumas lições fundamentais, para que catástrofes desse tipo não voltem a acontecer com as mesmas proporções de vítimas fatais.

Uma pertinente observação feita por um pesquisador da região revelou que aproximadamente 80% das casas atingidas estavam em área de preservação permanente (APP), ou seja, áreas de conservação ambiental onde não é permitida a construção de casas ou plantio de roça.
Uma boa parte dessas pessoas é alertada regularmente pelos órgãos competentes de que ocupam uma área irregular mas desafiando as leis ambientais, permanecem em suas casas alegando não ter outro lugar pra ir.

Como as leis de APP são recentes, grande parte das casas que ocupam estas áreas são anteriores a lei e por isso estão legalmente amparadas para permanecerem ali.
Como são recentes também as mudanças que estão ocorrendo com o clima e a biodiversidade, é preciso que as pessoas olhem as novas leis sobre um prisma diferente.
Muito acostumados estamos a questionar leis que beneficiam os ricos e prejudicam os pobres (e muitas são as leis que aparentam esta intenção) mas as leis da APP estão sendo feitas para todos; ricos e pobres indistintamente; e devem ser respeitadas por todos que prezam pela segurança ambiental de sua família e sua comunidade.

Não estaremos todos a salvo mesmo se seguirmos as leis de conservação das APP’s e Reserva Legal, porém elas já nos servem como orientação no caminho que devemos seguir.
A nova sociedade do século XXI precisa inserir a consciência ambiental nos paradigmas de planejamento da sociedade. Os conceitos ecológicos devem penetrar os conceitos humanos em todos os campos, para que construamos uma sociedade biodinâmica integrada aos sistemas funcionais de Gaia.

Ignorar essa responsabilidade humana com o meio ambiente é um risco, que aumenta a cada dia. Ignorar nossa responsabilidade ambiental é ignorar as tragédias que estão acontecendo nesse momento no mundo todo. Acontecimentos que poderão, a qualquer momento, estar à porta de nossas casas.
Que pensemos, repensemos e aprendamos com as lições que Gaia nos dá! 
Evoé.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Gaia, Ciências da Terra

A proposta da revista ‘Gaia, Ciências da Terra’ é lançar luz sobre temas das novas ciências agroecológicas e permaculturais que atualmente estão se desenvolvendo no Brasil e em outros países do mundo. A agroecologia e a permacultura são ferramentas que hoje nos permitem conhecer melhor os desequilíbrios sócioambientais encontrados e pensar soluções economicamente viáveis e sustentáveis para esses problemas.
Ignorar o efeito danoso que nossa sociedade industrial tem causado ao meio ambiente é um risco para a nossa própria espécie. Mudarmos de atitude é uma necessidade se pretendemos sobreviver às transformações climáticas que o nosso planeta está sofrendo.
Acordar nossos sentidos para compreender o que se passa no coração de Gaia é um desafio que devemos enfrentar, se queremos tomar as decisões corretas para o futuro. Contudo, precisaremos de bons instrumentos para auscultá-la. Como médicos, precisamos estudar a terra para tratar suas terríveis doenças. Agora, antes que seja tarde.
A revista ‘Gaia, Ciências da Terra’, vem aproximar ainda mais o cidadão comum dos temas da ecologia e da sustentabilidade trazendo, a cada Lua Cheia, atitudes simples, que podemos tomar em nosso cotidiano, e que podem alterar de uma vez nossa maneira de nos relacionarmos com o mundo.

terça-feira, 16 de março de 2010

A caminho de casa

Estamos estabelecendo elos com importantes atores da teia da Vida.
Estamos colhendo sementes, conversando com as árvores, andando com os animais.
Estamos reaprendendo a olhar o céu e as estrelas, e a nos comportar como Seres Celestes.
Somos refugiados do pavor de uma nação em desespero. Escolhemos o caminho da perseverança. Temos poucas chances de encontrar uma Terra boa e saudável no futuro.
Estamos de peito aberto e, embora tenhamos medo, estamos certos de que o virá será benevolente e o presente, daqui pra frente, será suor e luz.

Nosso primeiro desafio será encontrar uma terra aonde poderemos cultivar o nosso sonho.
Neste país aonde as pastagens e os latifundios monocultores ocupam 3/4 do ambiente rural será difícil encontrarmos uma terra livre onde possamos viver.
No entanto, persistentes, caminharemos pelas montanhas e vales procurando nossa terra sem mal.
Após dias caminhando, talvez até semanas, encontraremos uma terra aonde poderemos, enfim, chamar de ‘nossa casa’.